Entrevista com Oceans of Slumber: Navegando em oceanos entorpecidos

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Crédito: Divulgação

Por: Jenny Souza e Leandro Vianna
Tradução: Elyson Gums

 

Ao ouvir as músicas da Oceans of Slumber fiquei fascinada com os vocais, a melancolia e a força de suas composições. Convidei o Leandro Viana para, comigo, desbravarmos esse oceano. Vem com a gente!

 

October Doom: Musicalmente, como vocês se definem?

Dobber Beverly: Somos uma banda de metal progressivo com um grande background musical e de influências. Do clássico, passando pelo jazz, até o metal extremo e além.

 

OD: Qual foi seu melhor momento na carreira?

Dobber Beverly: Assinar com a Century Media foi o primeiro melhor momento da carreira da banda, eu diria, e o segundo foi tocar no palco principal do Damnation Festival em 2016. Mas tem mais alguns pontos altos e queremos muitos mais daqui pra frente.

 

OD: E o pior? Pensaram em parar em algum momento?

Dobber Beverly: As altas e baixas dos negócios nos prejudicaram, mas nada nos fez ter o pensamento de parar. Uma vez músico, sempre músico.

 

OD: O que querem mostrar ao mundo com suas letras e músicas?

Dobber Beverly: Que há um contraste entre beleza e escuridão. Tons mais claros de intensidade e tons mais escuros de suavidade. Usamos todos para pintar nossas telas e sermos tão expressivos e dinâmicos quanto nossos corações desejarem. Como fogo.

 

OD: Como encontraram a vocalista atual?

Dobber Beverly: Ela estava em outra banda, que tocou em Houston, (EUA) por um tempo, e fiquei encantado com sua voz. Por sorte, ela gostava de hard rock e metal e estava disposta a uma grande mudança em sua vida musical. J

 

OD: Voltando um pouco no tempo, mudanças de line-up são quase sempre traumáticas. Houve medo da reação dos fãs sobre a entrada de Cammie?

Dobber Beverly: Perder Ronnie foi traumático para nós, mas tínhamos de estar preparados para tudo o que pudesse acontecer. Acreditei que Cammie iria encaixar perfeitamente na banda e não poderia ter funcionado melhor. Não há muitas, se é que há alguma, banda no nosso estilo com um vocalista como ela. Então a aceitação aconteceu sem problemas.

 

OD: Vocês têm planos de visitar o Brasil e a América Latina?

Dobber Beverly: Absolutamente. Quando vai acontecer? Não temos ideia. Esperamos que logo, porque amamos a América do Sul e suas bandas incríveis!

 

OD: Tem material novo em produção?

Dobber Beverly: Nosso novo disco está quase pronto e voltaremos ao estúdio para finalizá-lo em abril prontos para mostrar nosso trabalho mais épico e pesado até agora!

 

OD: No ponto de vista de vocês, quais são as maiores diferenças entre os discos Aetherial (2013) e Winter (2016)? Houve mudanças no processo de composição?

Dobber Beverly: Enquanto Aetherial foi um teste para vermos como seria escrever e tocar junto, Winter teve um foco particular na escrita e nos sentimentos. Agora que amadurecemos tudo, caminhar mais tranquilo para escrever, como um todo. Então é mais fácil agora. Não abandonamos o lado técnico da coisa, estamos apenas refinando seus usos.

 

Capa – Winter

OD: A capa dos três CDs são lindas, mas a do último, Winter, tem algo especial. Há a possibilidade de trabalhar com esse artista de novo?

Dobber Beverly: Giannis Nakos fez as duas primais capas, Aetherial e Blue (2015), e Costin Chioreanu é o artista por trás da capa de Winter. Ele é ótimo com surrealismo e todos os seus trabalhos são incríveis. Mas planejamos ir por uma rota diferente com nosso novo álbum, com mais realismo e com um meio criativo mais nosso, que seria algo mais metálico.

 

OD: Membros do Ocean of Slumber participam de outros projetos? Se sim, quais são?

Dobber Beverly: Coletivamente temos uma banda de death metal chamada Demoniacal Genuflection. Keegan (baixista), Anthony (guitarrista) e eu temos a Ingurgitate. Anthony e eu estamos também na Warmaster. Sou baterista de Insect Warfare, Sect of Execration, Infernal Dominion e Braced for Nails.

 

OD: Pensando em tudo o que viveu a banda, qual foi o maior aprendizado?

Dobber Beverly: Dê passos pequenos e trate bem os outros.

 

OD: Como surgiu a ideia de fazer uma versão de  “Nights in White Satin”, de The Moody Blues?

Dobber Beverly: Estávamos planejando alguns covers e nosso guitarrista Sean empurrou “Nights in White Satin” pra frente. Como combinava tanto com o álbum, tivemos que fazer. Tinha alguns arranjos prontos pra ela e fomos com o que estava na gravação.

 

OD: Muito obrigado em nome da October Doom Magazine e dos fãs por essa entrevista e ficamos de dedos cruzados por uma vinda de vocês ao Brasil. Gostaria de deixar uma mensagem?

Dobber Beverly: Muito obrigado pela entrevista e esperamos vê-los em breve. Nesse meio tempo, continuem ouvindo e encontrando música nova! Espalhem!

 

Crédito: Divulgação

Ficha Técnica:

Local: Houston, Texas – EUA

Fundação: 2011

Formação:
Cammie Gilbert – Vocal
Dobber Beverly – Bateria e Piano
Sean Gary – Guitarra e Vocal
Anthony Contreras – Guitarra e Vocal
Keegan Kelly – Baixo e Vocal
Uaeb Yelsaeb – Sintetizadores
 

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