Entrevista com Rival Sons: Na Vanguarda da nova safra!

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Créditos: Divulgação

Por: Matheus Jacques

 

October Doom: Ei, Michael, legal falar com você. Primeiro, parabéns pelo incrível show em Curitiba. Foi ótimo finalmente curtir o som de vocês ao vivo, foi uma experiência recompensadora. Fale-me um pouco sobre esse lance do Rival Sons abrir para o Black Sabbath na “The End Tour”.

Michael Miley: Obrigado! Nós fomos questionados por Ozzy e Sharon sobre nos juntarmos ao Sabbath em sua ultima turnê. Que honra! Não tínhamos nem idéia de que isso seria ao redor do mundo todo. Tem sido surreal e nostálgico ouvir aqueles riffs e aquela voz toda noite.

 

OD: Sua primeira experiência no Brasil foi no festival Monsters of Rock, em 2015, e agora é sua segunda visita ao país nessa turnê do Sabbath. Houve diferenças significativas entre os dois em questão de público e da apresentação em si?

Michael Miley: Não, todos foram grandes shows. O público brasileiro parece sempre pronto para agitar. Como baterista, sempre amei a música brasileira e sua cultura, então foi muito legal finalmente tocar aqui e ter essa experiência musical conjunta. Quero voltar, é claro.

 

OD: Ainda sobre isso: vocês vieram ao Brasil nessas duas ocasiões citadas. Acha que ainda demorará muito tempo para retornarem ao Brasil para um show solo do Rival Sons? 

 

Michael Miley: Tudo que sei é que quero retornar o mais cedo possivel. Agora é com os promotores de shows da América do Sul para nos trazerem de volta. Sei que as pessoas estão empolgadas. Fãs têm nos escrito no Facebook e no Twitter, então sei que há uma demanda.

 

 

OD: Acho que você deve ter visto alguns comentários sobre o Rival Sons soar “como essa ou aquela banda”, mas a verdade é que de lá até agora (com o disco Hollow Bones, de 2016), houve uma evolução bem relevante. É isso mesmo?

Michael Miley: Cara, estivemos excursionando, tocando e escrevendo juntos por anos. Nós somos diferentes desde quando formamos a banda. Acho que a evolução reflete e faz um paralelo com a banda. Como uma borboleta-monarca: da lagarta à crisálida. Hollow Bones é um testamento conciso dessa metamorfose (risos).

 

OD: Quem você poderia destacar como as influências que mais te ensinaram como baterista?

Michael Miley: Eu diria que o jazz e o Brasil. Depois, todos os caras do funk dos anos 1960 e 1970. Eu iniciei minha formação na batucada do samba e na música folclórica do Brasil. Eu amo o sentimento, o suingue e a força dos bateristas brasileiros. E, claro, meu pai me influenciou com Cream e Zeppelin, e eu amo The Who e Beatles.

 

M.J: A partir daqui, quais os próximos planos do Rival Sons em questão de shows, turnês e produção de novos materiais?

 

Michael Miley: Temos datas agora em julho. Depois que terminar a tour com o Sabbath em fevereiro, estamos planejando uma noite com Rival Sons, arte, DJ e poesia chamada “Teatro Fiasco”. Vamos iniciar isso na Europa e então levaremos para os Estados Unidos em abril, maio e julho. Estou esperando por isso.

 

OD: Queria agradecer a sua atenção, desejar ainda mais sucesso e deixar esse espaço aberto para você falar o que quiser.

Michael Miley: Brasil, vocês são os melhores fãs do mundo! Eu amo vocês “with my whole coração”! Tudo de bom!

 

Ficha Técnica:
Formado em: 2009
Line-up: Jay Buchanan
Scott Holiday
Michael Miley
David Beste
Local: Long Beach, California
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