Entrevista I am the Sun: Ainda mais pesado – e alcoolizado

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Crédito: Divulgação

Por Matheus Jacques e Morgan Gonçalves

O I Am the Sun finalmente saiu dos estúdios em que gravaram Death Water, que sucedeu Drink, Destroy, Repeat, lançado em fevereiro de 2015. Acompanhando a repercussão positiva do novo trabalho da banda de Bragança Paulista, a October Doom Magazine elegeu Death Water o álbum do mês de novembro e, não satisfeitos, entrevistamos o vocalista/baterista dos caras. Confiram agora o resultado dessa parada.

 

October Doom: Salve galera! Essa é a segunda vez que vocês batem um papo com a ODM, e não vou me estender muito nas apresentações, então falem um pouco de vocês. Quem e o que é o I Am the Sun?

Marco di Sordi: Primeiramente, obrigado pelo espaço mais uma vez! E, respondendo à sua pergunta, o I Am the Sun é uma banda de rock do capiroto com três integrantes que ainda não aprenderam a tocar direito e bebem muito além do que deviam.

 

O.D: Tenho visto, e me corrija se estiver errado, a cena do rock autoral do interior paulista sendo fomentada de forma consistente. Temos bandas como a I Am the Sun, Funeral Sex, Spiral Guru e outras. O que vocês poderiam dizer a respeito do crescimento dessa cena por aí, e com que olhos veem as novas bandas que vêm surgindo?

MS: Existem bandas boas de fato, já tocamos com o Funeral Sex e os caras do Spiral Guru algumas vezes e eles representam mesmo. O que fode, como sempre, é o público. Parece que está cada vez mais impossível de chamar gente pra colar nos shows.

 

O.D: O tom de Death Water segue basicamente a premissa do EP anterior, Drink, Destroy, Repeat: pancadaria, visceralidade e rock and roll. Esse é, afinal, o “lema de vida” do I Am the Sun ou vocês já pensam em se permitirem a explorar novas possibilidades em futuros trabalhos?

MS: Estamos abertos a tentar ideias novas com certeza, até porque passar a vida toda tocando a mesma coisa enche o saco. Desde que não seja forçado e soe natural, topamos.

O.D: Apesar de manter a pegada violenta e pesada, Death Water traz uma ideia diferente de seu antecessor. O que mudou na banda pra causar essa diferença entre um disco e outro?

MS: Acho que evoluímos um pouco e amadurecemos as ideias originais. Dessa vez, o nosso gancho principal foi que não iríamos nos prender a nenhum estilo – stoner, hard, death, samba ou qualquer porra que fosse. Fomos com o que soava legal pra gente, mesmo que fosse algo completamente fora do padrão. Isso é fácil de se perceber ao se ouvir o Death Water. Ele ficou um álbum bem variado, cada música tem uma pegada diferente.

 

O.D: O disco foi gravado e mixado em Americana, São Paulo, e masterizado pelo casca-grossa Jaime Gomez, em Londres. Como rolou essa parceria com o produtor e quais resultados diferentes do trabalho anterior esta produção trouxe pra vocês?

MS: O CD já estava gravado e mixado, só faltava a masterização. Desde o início, nós queríamos alguém fera, que soubesse do estilo e fosse acima do padrão. Entramos em contato com vários produtores, inclusive um cara que tinha feito Faith No More, mas não sentimos firmeza em nenhum. Nosso batera (Marco Horror) é muito fã do primeiro álbum do Ghost, ele foi atrás do nome, achou o cara no Facebook e apresentou o trampo. O resto foi fácil. O resultado é só ouvir no CD, a pressão sonora da masterização ficou insana.

 

O.D: A bela capa de Death Water é obra do artista alagoano Cristiano Suarez. Essa piração veio totalmente da cabeça fantasticamente perturbada do sujeito ou vocês deram algum direcionamento no que pretendiam para esse trampo?

MS: A piração original veio do Marco. Ele passou mais ou menos o que tinha em mente pro Cristiano, e dali os dois foram aperfeiçoando os detalhes pra chegar no resultado totalmente foda que ficou a capa final. O cara desenha muito!

 

O.D: Até agora, qual a música (do primeiro EP ou do novo álbum) que vocês mais vêm curtindo executar ao vivo?

MS: “The Burnout”. Aquela música é o equivalente sonoro de um soco na cara. Estamos fechando os shows com ela.

O.D: Com o disco lançado e essa recepção calorosa, quais os planos da banda para 2017? Rola uma turnê por outros estados?

MS: Com certeza. Acabamos de gravar um clipe novo, que será lançando em dezembro pra manter a chapa quente até o ano terminar. A partir de janeiro vamos correr atrás de datas. Esperamos fechar algumas turnês em breve.

 

O.D: Aqui a gente se despede, parabenizando a banda pelo novo trabalho, agradecendo pelas respostas e abrindo espaço pra vocês deixarem aquele recado para os fãs da banda e leitores da ODM.

MS: Valeu pela força mais uma vez, manos! Torcemos bastante pelo sucesso de vocês e estamos aqui pra apoiar sempre. Pra quem quiser saber mais sobre nosso trampo, é só colar no site, lá tem tudo na mão pra conferir: www.iamthesun.net

 

 

Fichá Técnica:
Membros:
Nenê Pister Baixo/Vocal – Marco ‘Horror’ De Sordi Bateria/Vocal – Marcelo Leme Guitarra
Ano de Formação: 2014
Local: Bragança Paulista/SP
Site: www.iamthesun.net
Facebook: https://www.facebook.com/pg/iamthesunrocks
Bandcamp