A “Nação do Doom” de São Paulo em rota de colisão com o Sul!

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Cobertura Por Matheus Jacques

Oriunda da cidade de São Paulo e tendo sua primeira edição (na versão Sunrise) sido realizada no início de Julho desse ano com as bandas SLOV, Basalt e Projeto Trator, a festa Doom Nation representa um importante “batimento cardíaco” para o cenário underground da música pesada no Brasil.

Criado pela Lo Scar, o rolê reúne ótimas discotecagens, boa organização e um sempre presente bom cast de bandas para compor um cenário que abrace as vertentes mais pesadas e densas do Metal e do Rock, como o Stoner, o Sludge e o Doom Metal. Se em sua concepção, no seu primeiro movimento, o evento teve como sede a Sludge House em SP, em todas as edições seguintes o lance rolou no marcante Centro Cultural Zapata, que tem se mostrado aparentemente um “lar” muito convidativo para tal evento.

Entre as bandas que já marcaram presença, nomes conhecidos e tarimbados da cena pesada brasileira como Projeto Trator, se misturam com novas apostas e recentes “achados” do nosso cenário, como as bandas Cattarse, Hammerhead Blues e Magnetita. Todas enveredadas por esses aspectos mais pesados e densos da música.

E no mês de Dezembro, a festa Doom Nation finalmente se tornou itnerante e realizou sua primeira edição (a sexta, no total) na fria Curitiba/PR no dia 9, onde deu de conferir de perto todo o peso e relevância da festinha no pico chamado 92 Graus Underground Pub, um conhecido e renomado bar muito bacana na capital paranaense . Saí de Joinville pra poder conferir ao vivo a parada, onde fiz alguns registros fotográficos e conferi 3 grandes shows, com as bandas Agharta (Doom Metal/Drone, SP), Ruinas de Sade (Stoner/Doom Metal, SC) e Cassandra (Sludge/Doom Metal, PR).

Primeiro de tudo, foi muito bacana poder ter um contato presencial com a Lo Scar, com a qual já vinha conversando pelas redes sociais e que se mostrou uma pessoa dedicada a seu evento, atenciosa e bastante empenhada. Pelo que pude conferir e pelo que já pude ouvir falarem a respeito de seus eventos, ela é uma pessoa que está no caminho certo para conseguir marcar de vez o nome da Doom Nation no cenário.  Alem disso, caprichou bastante na discotecagem da noite (obrigado pelo Melvins e pelo Uncle Acid, caíram muito bem! Haha) e conseguiu reunir uma ótima trinca de bandas no cast, abraçando vertentes variadas de forma honesta e significativa.

A primeira banda a subir ao palco na noite, perto de uma da manhã , penso eu, foi um duo: Agharta. Em sua segunda apresentação apenas, Maykel (baixo/voz) e Vinicius (bateria) entregaram uma performance hipnótica e massiva que mesclava elementos de Doom Metal, Psicodelia e Drone, em um ritmo que reverberava torporizante entre a vibe estática e o arrasto torto. Tocaram um set composto de poucas mas longas músicas, que cumpriram muito bem seu papel de deixar os ouvintes em estado de contemplação (alguns, de “bate-cabeça”) e total atenção. Muito bacana ver bandas que conseguem realizar com sucesso esse lance de sonoridades mais estáticas, que poderiam facilmente entediar se feitos de forma errada. Com eles, felizmente, foi o total oposto. Ponto pra Agharta (que com sua sonoridade me remete a bandas como Sunn O))) e Earth).

Na sequência, mais um duo subiu ao palco: o Cassandra, do Paraná. Aqui, o peso foi ainda mais privilegiado que na apresentação anterior, com Daniel Silveira (baixo e voz) e Karina D’Alessandre atirando uma mistura de Sludge Metal e Doom Metal embasados em alguma psicodelia, apresentando sons com ótimas melodias (acachapantes) e um vocal opressivo e marcante. Foi o segundo show que pude conferir da dupla, e soou ainda melhor que o anterior lá em Florianópolis, no Taliesyn Rock Bar. Karina desenvolve um trabalho grandioso na bateria, conseguindo ditar um ritmo vigoroso e de bastante pegada, e igualmente poderosa é a atuação de Daniel no baixo e voz, ajundando a compor uma sonoridade titânica, pesada e arrastada, a ponto de quase sangrar ouvidos. Os dois seguiram mantendo o bom nível da noite iniciada com Agharta e após os cerca de 40 minutos de apresentação, deixaram o terreno preparado para a noite ser fechada com a banda catarinense Ruinas de Sade.

Após mais um intervalo, onde se conferiu mais uma boa rodada de discotecagem de primeira baseada em Doom, Stoner e Sludge, acho que lá por volta das 3, 3:30 da manhã subia ao palco a ultima banda da noite, o quarteto catarinense Ruinas de Sade, formado em Brusque. Paulo Vitor (baixo), Vitor André (guitarra), Hugo (vocal) e Carlos (bateria) alicerçam sua música em sonoridades de medalhões do gênero como Sleep e Electric Wizard, mas conseguindo imprimir suas próprias características e nuances sem caírem no banal, sem soarem como outra mera cópia entre tantas que vemos no cenário do Stoner Rock e do Doom Metal. Tocando seu EP/Album de estréia “Ruinas de Sade” (2016) na integra e somando duas faixas novas (Hammer of Witches e Herbonaut), os caras compuseram mais uma apresentação incrível e de excelência na noite, provocando ainda mais headbanging e reunindo uma galera empolgada e enérgica na frente do palco, sem deixar o lance desandar e definitivamente mostrando que pode-se conferir um material nacional tão relevante e forte quanto os gringos, em se tratando de música pesada e suas vertentes variadas. Foram mais cerca de 50 minutos/1 hora de apresentação dos caras fechando a noite de forma magistral, dando números finais ao evento da Lo Scar e consolidando uma grande primeira edição da festinha paulista no Sul. Só dá de se esperar que venham mais como esse, botar uma fé que o evento realmente se torne itinerante e que mais cidades possam conferir essa parada muito bacana que é a Doom Nation!

Oriunda da cidade de São Paulo e tendo sua primeira edição (na versão Sunrise) sido realizada no início de Julho desse ano com as bandas SLOV, Basalt e Projeto Trator, a festa Doom Nation representa um importante “batimento cardíaco” para o cenário underground da música pesada no Brasil.

Criado pela Lo Scar, o rolê reúne ótimas discotecagens, boa organização e um sempre presente bom cast de bandas para compor um cenário que abrace as vertentes mais pesadas e densas do Metal e do Rock, como o Stoner, o Sludge e o Doom Metal. Se em sua concepção, no seu primeiro movimento, o evento teve como sede a Sludge House em SP, em todas as edições seguintes o lance rolou no marcante Centro Cultural Zapata, que tem se mostrado aparentemente um “lar” muito convidativo para tal evento.

Entre as bandas que já marcaram presença, nomes conhecidos e tarimbados da cena pesada brasileira como Projeto Trator, se misturam com novas apostas e recentes “achados” do nosso cenário, como as bandas Cattarse, Hammerhead Blues e Magnetita. Todas enveredadas por esses aspectos mais pesados e densos da música.

E no mês de Dezembro, a festa Doom Nation finalmente se tornou itnerante e realizou sua primeira edição (a sexta, no total) na fria Curitiba/PR no dia 9, onde deu de conferir de perto todo o peso e relevância da festinha no pico chamado 92 Graus Underground Pub, um conhecido e renomado bar muito bacana na capital paranaense . Saí de Joinville pra poder conferir ao vivo a parada, onde fiz alguns registros fotográficos e conferi 3 grandes shows, com as bandas Agharta (Doom Metal/Drone, SP), Ruinas de Sade (Stoner/Doom Metal, SC) e Cassandra (Sludge/Doom Metal, PR).

Primeiro de tudo, foi muito bacana poder ter um contato presencial com a Lo Scar, com a qual já vinha conversando pelas redes sociais e que se mostrou uma pessoa dedicada a seu evento, atenciosa e bastante empenhada. Pelo que pude conferir e pelo que já pude ouvir falarem a respeito de seus eventos, ela é uma pessoa que está no caminho certo para conseguir marcar de vez o nome da Doom Nation no cenário.  Alem disso, caprichou bastante na discotecagem da noite (obrigado pelo Melvins e pelo Uncle Acid, caíram muito bem! Haha) e conseguiu reunir uma ótima trinca de bandas no cast, abraçando vertentes variadas de forma honesta e significativa.

A primeira banda a subir ao palco na noite, perto de uma da manhã , penso eu, foi um duo: Agharta. Em sua segunda apresentação apenas, Maykel (baixo/voz) e Vinicius (bateria) entregaram uma performance hipnótica e massiva que mesclava elementos de Doom Metal, Psicodelia e Drone, em um ritmo que reverberava torporizante entre a vibe estática e o arrasto torto. Tocaram um set composto de poucas mas longas músicas, que cumpriram muito bem seu papel de deixar os ouvintes em estado de contemplação (alguns, de “bate-cabeça”) e total atenção. Muito bacana ver bandas que conseguem realizar com sucesso esse lance de sonoridades mais estáticas, que poderiam facilmente entediar se feitos de forma errada. Com eles, felizmente, foi o total oposto. Ponto pra Agharta (que com sua sonoridade me remete a bandas como Sunn O))) e Earth).

Na sequência, mais um duo subiu ao palco: o Cassandra, do Paraná. Aqui, o peso foi ainda mais privilegiado que na apresentação anterior, com Daniel Silveira (baixo e voz) e Karina D’Alessandre atirando uma mistura de Sludge Metal e Doom Metal embasados em alguma psicodelia, apresentando sons com ótimas melodias (acachapantes) e um vocal opressivo e marcante. Foi o segundo show que pude conferir da dupla, e soou ainda melhor que o anterior lá em Florianópolis, no Taliesyn Rock Bar. Karina desenvolve um trabalho grandioso na bateria, conseguindo ditar um ritmo vigoroso e de bastante pegada, e igualmente poderosa é a atuação de Daniel no baixo e voz, ajundando a compor uma sonoridade titânica, pesada e arrastada, a ponto de quase sangrar ouvidos. Os dois seguiram mantendo o bom nível da noite iniciada com Agharta e após os cerca de 40 minutos de apresentação, deixaram o terreno preparado para a noite ser fechada com a banda catarinense Ruinas de Sade.

Após mais um intervalo, onde se conferiu mais uma boa rodada de discotecagem de primeira baseada em Doom, Stoner e Sludge, acho que lá por volta das 3, 3:30 da manhã subia ao palco a ultima banda da noite, o quarteto catarinense Ruinas de Sade, formado em Brusque. Paulo Vitor (baixo), Vitor André (guitarra), Hugo (vocal) e Carlos (bateria) alicerçam sua música em sonoridades de medalhões do gênero como Sleep e Electric Wizard, mas conseguindo imprimir suas próprias características e nuances sem caírem no banal, sem soarem como outra mera cópia entre tantas que vemos no cenário do Stoner Rock e do Doom Metal. Tocando seu EP/Album de estréia “Ruinas de Sade” (2016) na integra e somando duas faixas novas (Hammer of Witches e Herbonaut), os caras compuseram mais uma apresentação incrível e de excelência na noite, provocando ainda mais headbanging e reunindo uma galera empolgada e enérgica na frente do palco, sem deixar o lance desandar e definitivamente mostrando que pode-se conferir um material nacional tão relevante e forte quanto os gringos, em se tratando de música pesada e suas vertentes variadas. Foram mais cerca de 50 minutos/1 hora de apresentação dos caras fechando a noite de forma magistral, dando números finais ao evento da Lo Scar e consolidando uma grande primeira edição da festinha paulista no Sul. Só dá de se esperar que venham mais como esse, botar uma fé que o evento realmente se torne itinerante e que mais cidades possam conferir essa parada muito bacana que é a Doom Nation!

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