Review: Brujeria – Pocho Aztlan

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Crédito: Divulgação

Por Raphael Arízio

 

Passados longos 16 anos, o Brujeria finalmente lança um novo disco, intitulado Pocho Aztlan. A banda/projeto nos brinda com 13 faixas e uma mistura de death metal, grindcore e alguns elementos de hardcore, com pitadas de groove, ou seja, recursos característicos de toda a carreira da banda.

Após uma grandiosa abertura com a faixa-título, começa o massacre com riffs destruidores e um grande trabalho de bateria, o que já deixa aquele gosto de que estamos diante de um ótimo disco. A seguinte, “No Aceptan Imitaciones”, já conhecida de quem frequentou os shows da banda nos últimos anos, é uma resposta direta ao ex-guitarrista da banda, Dino Cazares, também conhecido como Asesino, e é com certeza um dos grandes destaques da novidade.

“Profecia del Anticristo” apresenta riffs intensos e uma levada matadora de bateria, mostrando que esse hiato de 16 anos sem lançamentos não afetou em nada o poder do Brujeria. O groove de “ Ángel de la Frontera” se destaca com um grande ótimo de baixo e com um refrão pesado e de fácil assimilação. Não pode passar batido a parte atmosférica no meio da música.

“Plata o Plomo” retoma a violência característica desses mexicanos, aquela com riffs brutais – inclusive é dona de um videoclipe igualmente violento. Quem curte a fase antiga desses caras, no qual o death/grind prevalecia, vai amar “Satongo” com seus riffs brutalíssimos e extremamente agressivos.

A curta “Isla de la Fantasía” mostra que a banda não deixa pedra sobre pedra e nem tempo do ouvinte dar uma respirada. O groove retorna com a faixa “Bruja”, uma das primeiras divulgadas pelo conjunto. Apesar de ter riffs relativamente mais simples, ela empolga com seu grooveado sem deixar a agressividade de lado em nenhum momento. Lançada antes da última Copa do Mundo, “México Campeón” é bastante divertida e com certeza não passa despercebida diante as outras.

“Culpan la Mujer” é ótima e com grandes variações de groove com a porradaria certeira que eles sabem fazer. A seguinte, “Códigos”, vai saciar quem gosta do disco Raza Odiada, pois se assemelha a “Ritmos Satánicos”, presente nesse compilado de 1995, com Juan Brujo vociferando acompanhado de um arranjo de guitarra. “Debilador” é a canção mais antiga de Pocho Aztlan, já que faz anos que é apresentada ao vivo. Um verdadeiro arregaço em forma de death/grind com riffs estúpidos de tão bons e das melhores composições da banda em todos os tempos.

Brujeria - Pocho Aztlan
Brujeria – Pocho Aztlan

Para finalizar, a versão para “California Über Alles”, do Dead Kennedys, intitulada, aqui chamada “California Über Aztlan”, faria Jello Biafra, ex-líder da lendária trupe, muito feliz. É bom relembrar que, segundo uma das lendas que cercam o Brujeria, o próprio Jello foi membro do conjunto em seu começo.

Com certeza este disco estará nas listas de melhores do ano de qualquer banger que se preze. Um grande retorno, mostrando que o tempo não fez mal nenhum a eles. Agora esperamos que não haja tanta demora para lançar um outro disco. Imperdível para qualquer um que curte um bom som extremo de qualidade.

Ouça abaixo o álbum:

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